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Liderança em ação: mulheres à frente da Neotalent Conclusion

Num setor historicamente dominado por homens, a Neotalent Conclusion quebra barreiras com uma realidade pouco comum: a sua equipa de liderança é maioritariamente composta por mulheres. Mais de 80% dos cargos de direção na empresa são ocupados por profissionais que conquistaram esses papéis pelo seu mérito, sem atalhos nem distinções de género. Para assinalar o Dia Internacional da Mulher, refletimos sobre a liderança, a igualdade de oportunidades e o impacto das nossas líderes na indústria tecnológica e da engenharia.

Para além do género: uma liderança baseada no talento e no compromisso 

Para Célia Vieira, CEO da Neotalent Conclusion, a verdadeira chave da liderança não está no género, mas sim nas características e nos valores de cada líder. “Não acredito numa distinção entre liderança feminina e masculina quando se trata da cultura da empresa”, afirma. “A liderança influencia a cultura, sim, mas depende da visão, do exemplo e da capacidade de inspirar, e não do género.”

Esta visão é partilhada por outras líderes da empresa, como Elvira Herreros, Business Director da Neotalent Conclusion em Espanha, que destaca que a presença de mulheres na gestão reforça valores essenciais como a empatia, a colaboração e a comunicação. Zélia Raposo, Head of Business, sublinha o papel fundamental da capacidade multi-task na liderança feminina: “Permite-nos gerir o tempo de forma mais eficiente, adaptar-nos rapidamente e desenvolver uma visão mais ampla dos problemas.”

Por sua vez, Vera Leitão, Head of Business Support, rejeita a ideia de categorizar a liderança como masculina ou feminina. “Uma liderança forte, capaz de inspirar e delegar, de tomar decisões estratégicas e de assumir responsabilidades, não tem género. No nosso caso, acontece que é uma liderança maioritariamente exercida por mulheres, o que pode ser especialmente inspirador, pois o número de mulheres em posições de liderança no mundo corporativo continua a ser significativamente inferior ao dos homens.”

Do ponto de vista da estratégia empresarial, Joana Ricardo, Head of Marketing and Communications, reforça que a diversidade na liderança não é apenas uma questão de equidade, mas sim uma vantagem competitiva: “Os estudos mostram que equipas diversas tomam melhores decisões. Ter mulheres na gestão não é uma questão simbólica, mas sim o reconhecimento do talento e do mérito.” Para Inês Nabais, Head of Legal, a essência da liderança está na capacidade de agir com determinação e clareza. “Sempre que vejo as nossas líderes a atuar sem medo, com frontalidade e assertividade, tento replicar isso nas minhas próprias decisões. Identifico-me totalmente com esse conceito de liderança.”

O caminho para a liderança: desafios e aprendizagens

A liderança não é um destino, mas sim um caminho pavimentado com aprendizagem e resiliência. Célia Vieira partilha um momento-chave na sua carreira que transformou a sua visão sobre liderança. Durante anos, acreditou que precisava de ser uma “supermulher”, equilibrando uma carreira exigente com a vida pessoal, sem demonstrar sinais de fragilidade. No entanto, um momento de viragem levou-a a perceber que essa postura não era apenas um peso para si, mas também projetava uma imagem inalcançável para outras mulheres. “Aprendi que mostrar vulnerabilidade e humanidade não é uma fraqueza, mas sim uma forma de inspirar os outros“, reflete.

Para Zélia Raposo assumir um papel de liderança trouxe uma mudança de perspetiva fundamental. “No dia em que passei de liderada a líder, compreendi a responsabilidade que isso implicava. Deixei de ser apenas eu e passei a ser nós, enquanto equipa”. Já Edite Paulo, Client Director, reforça a importância da comunicação no impacto da liderança: Foi nesse contexto que compreendi o impacto profundo que as decisões que tomamos têm não só na organização, mas também na vida de centenas de pessoas. A responsabilidade de liderar e tomar decisões estratégicas que afetam tantas pessoas fez-me refletir ainda mais sobre a importância da comunicação clara.

A essa ideia junta-se Susana Correia, Head of Talent Acquisition, que relembra que nenhuma liderança se constrói sozinha. “Nenhuma líder é eficaz se trabalhar sozinha. O sucesso exige o contributo de pessoas com perfis distintos, diferentes competências e formas de ver o mundo. A capacidade de integrar diferentes perspetivas e talentos é o que fortalece uma verdadeira cultura de liderança.”

Por vezes, os maiores aprendizados vêm de experiências difíceis. Vera Leitão recorda um momento-chave na sua carreira, quando, noutra empresa, o seu contrato não foi renovado porque a sua líder – uma mulher – suspeitava que ela estava grávida. “Foi nesse momento que percebi que não se trata de liderança feminina ou masculina, mas sim dos valores que cada líder possui ou não.

Representação e oportunidades: que diferença faz? 

A liderança feminina na Neotalent Conclusion é um traço distintivo da identidade da empresa no mercado. “O nosso caso é único no setor e isso define-nos”, afirma Zélia Raposo. Para Inês Nabais, a chave está no equilíbrio entre razão e emoção que as líderes da empresa trazem para a organização, enquanto Elvira Herreros destaca o impacto da diversidade na relação com os clientes e na construção de uma cultura organizacional inclusiva.

Vera Leitão reforça que, dentro da Neotalent Conclusion, esta representação fortalece o sentimento de pertença: “Aqui sabemos que o crescimento profissional não está condicionado pelo género. Na nossa empresa, homens e mulheres são avaliados pelo seu mérito e os cargos de liderança são ocupados por quem demonstra capacidade para os assumir.”

No entanto, todas concordam num ponto: o género não deve ser um fator determinante. Célia Vieira é clara a esse respeito: “Nunca tomei uma decisão pensando se alguém era homem ou mulher. Sempre procurei a pessoa certa para cada missão.” Na mesma linha, Joana Ricardo acrescenta: “A verdadeira inclusão acontece quando deixamos de falar de género e focamos no talento“.

Inspirando novas gerações

Para além das conquistas individuais, as líderes da Neotalent Conclusion partilham um objetivo comum: inspirar outras mulheres a confiarem no seu potencial e a aspirarem a cargos de liderança sem limitações. Edite Paulo resume-o de forma clara: “O futuro pertence a quem está disposto a aprender, crescer e persistir. Não devemos temer os erros, mas sim aproveitá-los como oportunidades de melhoria.”

Para Célia Vieira, o maior impacto que pode ter enquanto líder é demonstrar que é possível equilibrar a vida pessoal e profissional sem comprometer a excelência. “Não precisamos de abdicar da família para termos uma carreira de sucesso. Existem sacrifícios, mas o caminho não tem de ser uma renúncia.” Desde a sua própria experiência, Susana Correia acrescenta um ponto importante: “O meu percurso na Neotalent Conclusion fez-me perceber que liderança e maternidade não são opostos, mas sim forças complementares. São uma combinação poderosa de competências que contribuem para criar ambientes de trabalho mais humanos e colaborativos.”

O futuro da representação feminina na indústria tecnológica continua a ser um desafio. Joana Ricardo alerta que a desigualdade de género não se limita apenas aos cargos de liderança, mas também às áreas técnicas: “Quando as mulheres não estão presentes no desenvolvimento tecnológico, os produtos e serviços falham em responder às suas necessidades.”

Quanto ao futuro da representação feminina no mercado, Vera Leitão defende que não se trata apenas de alcançar equilíbrio numérico, mas também de garantir justiça salarial. “Sabemos que as mulheres em Portugal continuam a ganhar menos do que os homens para desempenhar as mesmas funções. Cabe às atuais e futuras gerações de líderes mudar essa realidade.”

Liderazgo sin etiquetas

Na Neotalent Conclusion, a liderança não se define pelo género, mas sim pelo esforço, compromisso e visão. A empresa é um exemplo de que a igualdade de oportunidades é uma realidade quando se aposta no talento, sem barreiras nem rótulos. E nesta realidade, as suas líderes – na sua maioria mulheres – estão a traçar o caminho para que as gerações futuras compreendam que liderar não é uma questão de género, mas sim de impacto.

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